A presente Política de Privacidade estabelece as diretrizes e os procedimentos relativos à recolha, tratamento, armazenamento, partilha e proteção dos dados pessoais dos utilizadores no portal ConfiançaAposta. A nossa atuação rege-se pelo cumprimento rigoroso do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (Regulamento UE 2016/679 - RGPD), bem como da Lei n.º 58/2019, que assegura a sua execução na ordem jurídica portuguesa, e demais legislação setorial aplicável à atividade de jogos e apostas online supervisionada pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ).
Ao aceder aos nossos serviços, registar uma conta ou interagir com os conteúdos analíticos do portal, o utilizador reconhece os termos aqui estipulados. Esta política aplica-se integralmente a todas as páginas, subdomínios, interfaces móveis e eventuais canais de comunicação geridos sob a alçada da nossa marca em território nacional.
1. Categorias de Dados Pessoais Recolhidos
Para garantir a correta prestação de serviços, a segurança operacional e a conformidade regulatória, procedemos à recolha sistemática de diferentes tipologias de dados:
- Dados de Identificação e Registo Civil: Nome completo, data de nascimento, género, nacionalidade, número de identificação fiscal (NIF), número do cartão de cidadão ou passaporte, morada de residência fiscal, endereço de correio eletrónico e contacto telefónico. Estes elementos são recolhidos no formulário de inscrição e na fase de validação da conta.
- Documentos de Verificação de Identidade (KYC): Cópias digitais de documentos oficiais com fotografia, comprovativos de domicílio emitidos há menos de três meses (como faturas de serviços públicos ou extratos bancários) e comprovativos de titularidade de meios de pagamento, recolhidos para cumprimento do protocolo Know Your Customer.
- Dados Financeiros e Registos Transacionais: Histórico detalhado de depósitos, levantamentos, pedidos de transferência bancária, métodos de pagamento associados (referências Multibanco, MB Way, cartões bancários tokenizados ou carteiras digitais) e relatórios de auditoria fiscal interna.
- Registos Técnicos e Telemétricos: Endereço IP (Internet Protocol), geolocalização aproximada por rede, dados de telemetria de sessão, agente do utilizador (tipo e versão do navegador), sistema operativo, identificadores exclusivos de dispositivo, resoluções de ecrã e carimbos de data/hora associados a cada início de sessão.
- Dados de Atividade e Histórico de Utilização: Histórico de apostas colocadas, mercados selecionados, montantes transacionados, ganhos obtidos, padrões de navegação nas secções editoriais, tempos de permanência por página e interação com ferramentas de jogo responsável e autoexclusão.
- Dados de Comunicação e Suporte: Registos de conversas em chat ao vivo, correspondência por correio eletrónico, gravações de chamadas quando aplicável e anotações internas de atendimento, conservados para resolver reclamações e auditar a qualidade do serviço.
Nem todos estes dados são recolhidos ao mesmo tempo. O registo inicial exige apenas identificação básica; os documentos de KYC entram em jogo antes do primeiro levantamento; os dados financeiros acumulam-se com cada transação processada. Essa recolha faseada limita a exposição de informação sensível a estritamente o necessário em cada etapa da relação contratual.
2. Fundamentos Jurídicos e Finalidades do Tratamento
O tratamento de dados pessoais no ConfiançaAposta assenta em bases jurídicas estritas, previstas no artigo 6.º do RGPD:
- Cumprimento de Obrigações Legais (Art. 6.º, n.º 1, al. c): Verificação obrigatória da maioridade (18+ anos), prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo (Lei n.º 83/2017), reporte fiscal e cruzamento de listas de autoexclusão emitidas pela autoridade reguladora do setor de apostas.
- Execução de Contrato e Prestação de Serviços (Art. 6.º, n.º 1, al. b): Criação, manutenção e liquidação de contas de utilizador, processamento de pagamentos, validação de apostas e prestação de assistência através do serviço de apoio ao cliente.
- Interesse Legítimo do Responsável pelo Tratamento (Art. 6.º, n.º 1, al. f): Deteção e mitigação de tentativas de fraude informática, proteção da infraestrutura de servidores contra ataques DDoS, auditoria interna de integridade das cotas e otimização da experiência de navegação com base em análises agregadas e anonimizadas.
- Consentimento Explícito (Art. 6.º, n.º 1, al. a): Envio de comunicações de marketing direto, notificações sobre novos mercados ou atualizações promocionais sobre casas de apostas desportivas, revogável a qualquer momento pelo titular dos dados através do painel de preferências.
3. Partilha de Dados e Destinatários Terceiros
Os dados recolhidos não são comercializados a terceiros sob nenhuma circunstância. A transmissão de dados ocorre apenas em cenários estritamente necessários e fundamentados:
- Prestadores de Serviços de Pagamento: Instituições financeiras e processadores licenciados para liquidação de depósitos e levantamentos em moeda fiduciária.
- Fornecedores de Serviços Tecnológicos e Auditoria: Empresas de alojamento em nuvem localizadas no Espaço Económico Europeu (EEE), ferramentas de monitorização antifraude e sistemas de suporte ao cliente contratualizados sob cláusulas contratuais-tipo da Comissão Europeia.
- Autoridades Judiciais e Regulatórias: Entidades policiais, tribunais e organismos de supervisão estatal quando exista um mandado judicial válido ou uma notificação formal ao abrigo do quadro legal português.
Para obter informações adicionais sobre as nossas práticas editoriais e operacionais, consulte a secção sobre a nossa equipa ou contacte diretamente o nosso Encarregado de Proteção de Dados (DPO) através dos canais de suporte indicados no rodapé.
4. Prazos de Conservação dos Dados
Cada categoria de dado tem um prazo de retenção próprio, definido pela finalidade que justificou a sua recolha. Os registos contabilísticos e fiscais associados a depósitos e levantamentos seguem o prazo geral de conservação fiscal em Portugal, fixado em dez anos. Os documentos de verificação KYC permanecem arquivados enquanto a conta estiver ativa e por um período adicional após o seu encerramento, exigido pelas normas de prevenção do branqueamento de capitais.
Dados de navegação anonimizados, usados apenas para métricas agregadas, não seguem o mesmo critério: são eliminados ou tornados irreversivelmente anónimos assim que perdem utilidade estatística, geralmente dentro de poucos meses. Comunicações de marketing são apagadas de imediato após a revogação do consentimento, sem qualquer período de carência adicional.
5. Segurança Técnica e Notificação de Incidentes
A proteção da informação assenta em camadas técnicas concretas: encriptação em trânsito e em repouso, segmentação de redes internas, autenticação multifator para acessos administrativos e auditorias periódicas realizadas por equipas externas independentes. O acesso interno aos dados segue o princípio do menor privilégio, restrito a colaboradores cuja função exige efetivamente essa consulta.
Caso ocorra uma violação de segurança com risco elevado para os direitos dos titulares, a Comissão Nacional de Proteção de Dados é notificada no prazo de 72 horas previsto pelo RGPD, e os utilizadores afetados recebem comunicação direta com instruções práticas de mitigação, incluindo a recomendação de alterar credenciais de acesso.